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Showing posts from July, 2016

BUDDY GUY, 80 ANOS HOJE

DEZ PERGUNTAS PARA O NEO-OITENTINHA BUDDY GUY

Pergunta: Carlos Santana disse certa vez que se você tivesse experimentado LSD em meados dos Anos 60, você teria sido Jimi Hendrix antes dele próprio. O que você pensa disso?

Buddy Guy: Bobagem, eu nunca precisei de nada além de bom senso e perseverança para chegar onde eu queria como artista. Sabe de uma coisa, eu agradeço muito por ter sido criado numa fazenda. Meus pais eram muito duros comigo, e me ensinaram a ser muito consciente em relação ao que eu pretendia fazer. Por conta disso, nunca fui inconsequente em minhas atitudes. Quando estava aprendendo a nadar no rio, eles me diziam: "Cuidado filho, não vá além de onde seus pés podem alcançar, pois você pode se afogar". Eu vi um monte de gente se afogar bestamente naquele rio, por agirem de forma indulgente. Eu não consigo ser assim. Sou disciplinado. E é justamente essa disciplina que sempre me ajudou a chegar onde queria chegar. 

Pergunta: Então você nunca foi autoindulgente?

Bu…

BIG CREEK SLIM É A PROVA VIVA DE QUE ATÉ OS VIKINGS GOSTAM E ENTENDEM DE BLUES

Por mais que qualquer país da Europa esteja milhares de kilometros distante do Delta do Mississipi ou da Zona Sul de Chicago, isso nunca foi um impecilho para que surgissem artistas de blues genuínos, com sentimento de raiz e a identidade negra que é fundamental, pelos quatro cantos do planeta.
No caso específico do Continente Europeu, foram tantos artistas de blues auto-exilados por lá dos Anos 1950 para cá, plantando a semente do blues de forma incansável em apresentações por vários países que hoje, como consequência deste esforço de divulgação, temos um cenário blueseiro rico e variado por lá.
  O cantor e guitarrista dinamarquês Marc Rune, vulgo Big Creek Slim, é um exemplo disso.
Desde muito jovem, ele se encantou com a levada musical de Muddy Waters, John Lee Hooker e Lightnin' Hopkins, e tratou de aprender seus truques na guitarra da maneira como foi possível na Dinamarca.
Quando não havia mais o que aprender por lá, ele caiu na estrada e tratou de passar uns tempos entre Chica…

O SOM E A FÚRIA DE JOHN PRIMER E A REAL DEAL BAND EM "THAT WILL NEVER DO"

Quando chegou a Chicago em 1963 e viu Otis Rush em ação num palco da Zona Sul da cidade, John Primer soube imediatamente onde queria chegar como guitarrista. Só não imaginava que iria levar tanto tempo para conseguir deixar de ser sideman se lançar como artista solo.

Foram nada menos que 13 anos à frente dos Teatrdrops, banda do saudoso Magic Slim, depois de trabalhar como músico estepe nas road bands de Muddy Waters e Willie Dixon nos Anos 1970.

  Sua sonoridade é fidelíssima à essência do Chicago Blues: usa e abusa de acordes aparentemente rústicos, mas no fundo extremamente elegante e sofisticados, seguindo a tradição de seu mentor e amigo Sammy Lawhorne.

Primer estreou solo em dois grandes discos para a Wolf Records no início dos anos 90,  gravados nos intervalos de sessões de estúdio de Magic Slim and The Teardrops -- tanto que, nesses discos, sua banda de apoio é The Teardrops e o patrão Magic Slim participa humildemente como sideman de seu fiel escudeiro.

(na entrevista que consta …

BLUES BLAST MAGAZINE INTERVIEWS JOHN PRIMER (May 2016)

Blues music has long suffered through something resembling an identity crisis when it comes to its appreciation in the ears of the mainstream public.

A vast portion of society has refused to acknowledge the blues’ immense impact on all other forms of music and they even go so far as to cite a general disinterest in it because – the way they hear it – the blues are, either:

A. ‘Slow and sleepy’;

B. ‘Just plain boring’.

Blues music has even gone so far as to be tagged as ‘sad music’ by much of the masses.

But the way that veteran Chicago bluesman John Primer sees it, that’s all a bad and unfounded rap. Especially the part about blues being ‘sad music’.

“A lot of people don’t recognize the blues and what they’re all about. A lot of the younger generation calls it sad music, and some of the older generation call it that, too. But it’s not sad music. Blues music is joyful. You, the person listening to it, might be sad when you go hear it, but that’s the person – not the music. Those same people …