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BUDDY GUY, 80 ANOS HOJE

DEZ PERGUNTAS PARA O NEO-OITENTINHA BUDDY GUY Pergunta : Carlos Santana disse certa vez que se você tivesse experimentado LSD em meados dos Anos 60, você teria sido Jimi Hendrix antes dele próprio. O que você pensa disso? Buddy Guy : Bobagem, eu nunca precisei de nada além de bom senso e perseverança para chegar onde eu queria como artista. Sabe de uma coisa, eu agradeço muito por ter sido criado numa fazenda. Meus pais eram muito duros comigo, e me ensinaram a ser muito consciente em relação ao que eu pretendia fazer. Por conta disso, nunca fui inconsequente em minhas atitudes. Quando estava aprendendo a nadar no rio, eles me diziam: "Cuidado filho, não vá além de onde seus pés podem alcançar, pois você pode se afogar". Eu vi um monte de gente se afogar bestamente naquele rio, por agirem de forma indulgente. Eu não consigo ser assim. Sou disciplinado. E é justamente essa disciplina que sempre me ajudou a chegar onde queria chegar.  Pergunta : Então você nunca foi...

BIG CREEK SLIM É A PROVA VIVA DE QUE ATÉ OS VIKINGS GOSTAM E ENTENDEM DE BLUES

Por mais que qualquer país da Europa esteja milhares de kilometros distante do Delta do Mississipi ou da Zona Sul de Chicago, isso nunca foi um impecilho para que surgissem artistas de blues genuínos, com sentimento de raiz e a identidade negra que é fundamental, pelos quatro cantos do planeta. No caso específico do Continente Europeu, foram tantos artistas de blues auto-exilados por lá dos Anos 1950 para cá, plantando a semente do blues de forma incansável em apresentações por vários países que hoje, como consequência deste esforço de divulgação, temos um cenário blueseiro rico e variado por lá.   O cantor e guitarrista dinamarquês Marc Rune, vulgo Big Creek Slim, é um exemplo disso. Desde muito jovem, ele se encantou com a levada musical de Muddy Waters, John Lee Hooker e Lightnin' Hopkins, e tratou de aprender seus truques na guitarra da maneira como foi possível na Dinamarca. Quando não havia mais o que aprender por lá, ele caiu na estrada e tratou d...

O SOM E A FÚRIA DE JOHN PRIMER E A REAL DEAL BAND EM "THAT WILL NEVER DO"

Quando chegou a Chicago em 1963 e viu Otis Rush em ação num palco da Zona Sul da cidade, John Primer soube imediatamente onde queria chegar como guitarrista. Só não imaginava que iria levar tanto tempo para conseguir deixar de ser sideman se lançar como artista solo. Foram nada menos que 13 anos à frente dos Teatrdrops, banda do saudoso Magic Slim, depois de trabalhar como músico estepe nas road bands de Muddy Waters e Willie Dixon nos Anos 1970.   Sua sonoridade é fidelíssima à essência do Chicago Blues: usa e abusa de acordes aparentemente rústicos, mas no fundo extremamente elegante e sofisticados, seguindo a tradição de seu mentor e amigo Sammy Lawhorne. Primer estreou solo em dois grandes discos para a Wolf Records no início dos anos 90,  gravados nos intervalos de sessões de estúdio de Magic Slim and The Teardrops -- tanto que, nesses discos, sua banda de apoio é The Teardrops e o patrão Magic Slim participa humildemente como sideman de seu fiel escudeiro. ...

BLUES BLAST MAGAZINE INTERVIEWS JOHN PRIMER (May 2016)

Blues music has long suffered through something resembling an identity crisis when it comes to its appreciation in the ears of the mainstream public. A vast portion of society has refused to acknowledge the blues’ immense impact on all other forms of music and they even go so far as to cite a general disinterest in it because – the way they hear it – the blues are, either: A. ‘Slow and sleepy’; B. ‘Just plain boring’. Blues music has even gone so far as to be tagged as ‘sad music’ by much of the masses. But the way that veteran Chicago bluesman John Primer sees it, that’s all a bad and unfounded rap. Especially the part about blues being ‘sad music’. “A lot of people don’t recognize the blues and what they’re all about. A lot of the younger generation calls it sad music, and some of the older generation call it that, too. But it’s not sad music. Blues music is joyful. You, the person listening to it, might be sad when you go hear it, but that’s the person – not the musi...

PETER GREEN COMPLETA 69 ANOS DE IDADE PROMOVENDO UM RESGATE CRÍTICO DE SEU PASSADO MUSICAL

Depois de fazer parte dos Bluesbreakers de John Mayall, você cresceu musicalmente. Algumas das músicas que você escreveu no Fleetwood Mac viraram clássicos...   Peter Green: Não é bem assim. Era fantástico tocar com John Mayall naquela banda. Fazíamos uma música realmente intensa. Era uma loucura trabalhar com o baterista Aynsley Dunbar. Que baterista fantástico!  Você veio do blues, ou você embarcou nele via Chuck Berry, como Eric Clapton?  Peter Green:  Nunca fui muito fã de Chuck Berry, sempre preferi Bo Diddley. Você fala em Chuck Berry e eu lembro dos Yardbirds, a maneira como eles tocavam "Little Queenie" era sensacional. Eu era um fã dos Rolling Stones e dos Beatles, e não conhecia os Yardbirds. Um dia, conversando com algumas garotas sobre nossos grupos favoritos, elas mencionaram os Yardbirds e eu fiquei curioso para conhecer o trabalho deles. Pouco tempo depois, conheci-os pessoalmente no Marquee e no Crawdaddy, e fiquei impressionadíssimo....

NUNO MINDELIS FAZ 25 ANOS DE CARREIRA. CONHEÇA UM POUCO MAIS SOBRE ELA, E SOBRE ELE.

por Chico Marques COMO TUDO COMEÇOU Aprendi com violão, que eu tocava imitando guitarra. Meu primeiro doi u m violão de lata de azeite de 5 litros, com cordas de fio de pesca, que eu mesmo fiz, por volta dos 5 ou 6 anos. A primeira guitarra uma Gibson Les Paul Custom, aos 17 anos, que tenho até hoje.  Sempre que pude, aprendi a tocar outros instrumentos também: gaita, baixo, bateria... Minha, etc. O INÍCIO DE CARREIRA Recebi meu primeiro cachê profissional aos 14 anos por participação num disco de música africana de uma banda bem popular da época. O produtor ouviu falar de mim, mandou me pegar na escola -- ainda usava calção -- e eu queria misturar Hendrix com música típica africana. Quando estava engrenando aos 15 anos, já tocando em festivais e gigs ecom meu nome começando a sair nos jornais locais, fui exilado devido à Guerra Civil em Angola e fui parar no Canadá, com a roupa do corpo. Quando as coisas começaram a engrenar no Canada, participando de umas gig...