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SEX, SONGS AND THE STONES - AN INTERVIEW WITH MARSHALL CHESS

por Jon Wilde publicado originalmente no SABOTAGE TIMES January 22, 2012 Marshall Chess, the son of Chess Records co-founder Leonard Chess, spent his childhood hanging out with legends like Muddy Waters and experienced the heyday of the blues at close quarters. Through the Fifties and Sixties he befriended and worked with a pantheon of blues and soul innovators including Howlin’ Wolf, Little Walter, Sonny Boy Williamson, John Lee Hooker, Etta James and Fontella Bass. With the advent of rock’n’roll, he worked alongside Bo Diddley and Chuck Berry, eventually becoming the latter’s road manager. Following the death of his father and the sale of Chess Records in the late Sixties, Marshall became president of Rolling Stones Records. A permanent fixture of the band’s exclusive inner circle he partied hard while overseeing seminal albums like Sticky Fingers and Exile On Main Street during The Stones’ most fervently creative period. In the early 1980s he worked at Sugar Hill Re...

JIMMY DAWKINS e JIMMY JOHNSON em BLUESTIME (25 Maio 2008)

Os dois Jimmies que estarão no BLUESTIME dessa segunda são guitarristas excepcionais que surgiram na mesma cena do West Side de Chicago que, no início dos anos 60, projetou para o mundo talentos fabulosos como OTIS RUSH, MAGIC SAM, LUTHER ALLISON e BUDDY GUY, mas que acabaram tendo carreiras atrapalhadas e errantes. Mesmo assim continuam na ativa até hoje, correndo o mundo com suas guitarras em punhos. JIMMY DAWKINS nasceu em Tchula, Mississipi em 1936, aprendeu a tocar guitarra ainda menino, e se mudou para Chicago aos 19 anos para ser músico de blues. Sempre soube o que queria ser quando crescer. Logo conheceu o cantor e gaitista Big Boy Arnold, com quem iniciou uma parceria que incendiou por muitos anos alguns dos piores inferninhos de Chicago. Foi nessa época que ganhou de seus fãs o apelido "fast fingers". Depois de trabalhar como sideman nos discos de alguns amigos, e ver muitos de seus colegas do West Side gravarem discos e ganharem notoriedade pelo país inteiro, Jimm...

PAUL RISHELL & ANNIE RAINES em BLUESTIME (11 Maio 2009)

O guitarrista Paul Rishell e gaitista Annie Raines tem sido uma das atrações mais legais da cena de Boston, Massachussets, nos últimos 17 anos, e já faturaram o cobiçado Prêmio W C Handy mais de uma vez. É uma dupla muito interessante. Apesar de Paul ser 20 anos mais velho que Annie, um sempre teve tudo a ver com o outro. Fascinados pelos diversos estilos de blues acústico surgidos antes de Segunda Guerra Mundial, eles dominam um repertório extremamente vasto, que inclui desde “Key to the Highway” de Big Bill Broonzy até pérolas pouco conhecidas de artistas como Barbeque Bob e Peg Leg Howell. Curiosamente, isso não os impede de mesclar esses blues quase seculares com versões acústicas de clássicos do blues de pós-guerra que ficaram famosas em gravações de Muddy Waters, Howlin' Wolf e Magic Sam, entre muitos outros. Paul se escolou tocando com vários de seus heróis, como Son House, Bonnie Raitt, Chris Smither e Howlin’ Wolf. Já Annie foi a primeira gaitista do sexo feminino a acomp...

BLUESTIME recomenda: IGOR PRADO BLUES BAND NO TEATRO DO SESC-SANTOS

IGOR PRADO BLUES BAND - Quarta dia 01/04 Sem sombra de dúvidas, uma banda de blues absolutamente única na cena brasileira. Comandada pelo guitarrista IGOR PRADO, a banda segue os passos de grupos de blues da California como o LITTLE CHARLIE & THE NIGHTCATS, HOLLYWOOD FATS BLUES BAND e ROD PIAZZA & THE MIGHTY FLYERS, que se especializaram num gênero chamado "West Coast Jump Blues", que mescla o swing delicado de bluesmen clássicos como T-Bone Walker e Johnny Guitar Watson com a explosão de sopros e a batida acelerada dos combos endiabrados de Kansas City e Saint Louis, onde jazz e blues se fundem numa coisa só. Com três discos lançados e uma reputação invejável em todo o continente americano, a IGOR PRADO BLUES BAND se apresenta em Santos pela primeira vez. Preparem-se, portanto, para uma noite agitada e inesquecível. Produção: Dois Por Quatro Comunicação Realização: Jazz, Bossa & Blues, Revista Ao Vivo e Sesc Santos. Horário: sempre às 20h Local: Teatro do SESC-Sa...

LURRIE BELL em BLUESTIME (30 Março 2009)

por Chico Marques fotos: Inês Dupetit Digamos que uma pessoa que jamais tenha tido qualquer contato com o Blues de Chicago, caísse de paraquedas no Teatro do SESC Santos no último sábado de Agosto de 2008 e assistisse inadvertidamente à performance musical de Lurrie Bell e sua Chicago Blues Band. A pergunta é: teria essa pessoa alguma chance de não ser abduzida pela elegância e pela levada fulminante desses grandes músicos e desse gênero musical absolutamente cativante? Eu acho pouco provável. O groove do Blues de Chicago é muito poderoso. E o formato musical adotado pelo quarteto de Lurrie Bell é -- ao menos na minha opinião -- o mais cativante de todos: baixo, bateria, órgão e guitarra. Uma combinação inaugurada nos bares do Lado Oeste de Chicago no final dos anos 50, que acabou dando o tom nos trabalhos dos jovens expoentes do gênero na década de 60, como Otis Rush, Magic Sam, Buddy Guy e Michael Bloomfield. Se hoje esse formato musical virou clássico, é graças ao talento inigualáv...

HOLMES BROTHERS em BLUESTIME (30 Março 2009)

Os Holmes Brothers são compostos pelo guitarista e vocalista Wendell Holmes, mais o baixista e vocalista Sherman Holmes, e ainda o baterista e vocalista Popsy Dixon. Eles nasceram na Virgínia e depois passaram mais de duas décadas circulando pela noite da cidade de Nova York, cada um tocando numa banda diferente. Só em 1980 eles uniram forças e criaram os Holmes Brothers, com sua deliciosa mistura de blues, soul e gospel. Em pouco tempo, estava, fora dos clubes noturnos da cidade rumo e frequentando festivais internacionais de blues. O primeiro grande momento da banda veio num disco de gospel simplesmente divino gravado para o selo Real World, de Peter Gabriel, chamado "Jubilation". Depois compuseram a premiada trilha sonora para o filme independente "Lotto Land". E agora, na Alligator Records, eles chegam já brilhando forte com "Speaking in Tongues", produzido por uma velha amiga, a cantora pop Joan Osborne. Sherman Holmes fala um pouco sobre tudo isso em...

MIKE BLOOMFIELD em BLUESTIME (23 MARÇO 2009)

Poucos artistas brancos conseguiram mergulhar tão fundo no espírito do blues de Chicago quanto Michael Bloomfield. Judeu de Chicago, ele nasceu há exatos 65 anos. Envolveu-se desde cedo com músicos veteranos de blues, e se escolou com os maiorais do gênero, que ainda estavam vivos e muito ativos no início dos anos 60. Tocou guitarra nas bandas deles todos -- desde Muddy Waters e Howlin' Wolf até Sleepy John Estes e Yank Rachell --. e logo foi reconhecido como um grande talento emergente, apesar de ser ainda muito jovem. Mas já tinha maturidade musical suficiente para, em 1964, aos 21 anos de idade, unir forças a outros branquelos nada azedos chamados Paul Butterfield e Elvin BIshop, e montar uma banda branca de blues, que, depois de alguns ensaios e demos inciais, acabou contratada pela Elektra Records para gravar sob a tutela do tarimbado produtor Paul Rothchild -- que gostou muito do que ouviu, mas pediu que eles acelerassem o compasso das canções, só para tentar agradar o públic...