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Showing posts with the label Bluestime

BUDDY GUY, 80 ANOS HOJE

DEZ PERGUNTAS PARA O NEO-OITENTINHA BUDDY GUY Pergunta : Carlos Santana disse certa vez que se você tivesse experimentado LSD em meados dos Anos 60, você teria sido Jimi Hendrix antes dele próprio. O que você pensa disso? Buddy Guy : Bobagem, eu nunca precisei de nada além de bom senso e perseverança para chegar onde eu queria como artista. Sabe de uma coisa, eu agradeço muito por ter sido criado numa fazenda. Meus pais eram muito duros comigo, e me ensinaram a ser muito consciente em relação ao que eu pretendia fazer. Por conta disso, nunca fui inconsequente em minhas atitudes. Quando estava aprendendo a nadar no rio, eles me diziam: "Cuidado filho, não vá além de onde seus pés podem alcançar, pois você pode se afogar". Eu vi um monte de gente se afogar bestamente naquele rio, por agirem de forma indulgente. Eu não consigo ser assim. Sou disciplinado. E é justamente essa disciplina que sempre me ajudou a chegar onde queria chegar.  Pergunta : Então você nunca foi...

BIG CREEK SLIM É A PROVA VIVA DE QUE ATÉ OS VIKINGS GOSTAM E ENTENDEM DE BLUES

Por mais que qualquer país da Europa esteja milhares de kilometros distante do Delta do Mississipi ou da Zona Sul de Chicago, isso nunca foi um impecilho para que surgissem artistas de blues genuínos, com sentimento de raiz e a identidade negra que é fundamental, pelos quatro cantos do planeta. No caso específico do Continente Europeu, foram tantos artistas de blues auto-exilados por lá dos Anos 1950 para cá, plantando a semente do blues de forma incansável em apresentações por vários países que hoje, como consequência deste esforço de divulgação, temos um cenário blueseiro rico e variado por lá.   O cantor e guitarrista dinamarquês Marc Rune, vulgo Big Creek Slim, é um exemplo disso. Desde muito jovem, ele se encantou com a levada musical de Muddy Waters, John Lee Hooker e Lightnin' Hopkins, e tratou de aprender seus truques na guitarra da maneira como foi possível na Dinamarca. Quando não havia mais o que aprender por lá, ele caiu na estrada e tratou d...

O AGORA ETERNO B B KING, NUMA CONVERSA LIGEIRA EM 2009

O senhor esteve no Brasil em 2006, disse que podia ser a sua última vinda, e agora está de volta. Há algo de especial em tocar no país? B B KING: Eu gosto de tocar aí, sempre que vou me divirto bastante. A comida, a bebida, é tudo muito bom. Não vou lembrar de alguma receita específica, mas vocês têm uma comida ótima, que sempre me deixa feliz. E nunca ouvi um artista brasileiro que não tenha gostado. Não lembro nomes porque não tenho uma memória tão boa quanto a sua, estou com 84 anos, mas ouvi ótimos músicos aí. Falando em idade, o que não dá mais para fazer aos 84 anos? B B KING:  Muito. Quando era jovem eu corria rápido, jogava baseball, fazia um monte de coisas, hoje tenho diabetes, o que acaba fazendo muita diferença. Quanto mais velho você é, pior fica. Na hora de tocar guitarra, a idade também atrapalha? B B KING:  Eu adoro tocar minha guitarra, me sinto bem tocando, mas quando você fica velho não consegue fazer na guitarra as coisas que faz...

BUDDY GUY, ROBBEN FORD E SONNY LANDRETH ESTÃO DE VOLTA COM NOVAS ABORDAGENS AO BOM E VELHO BLUES ELÉTRICO

por Chico Marques para BLUESTIME Nos início dos Anos 60, quando Otis Rush, Magic Sam, Buddy Guy e Albert King reinventaram o blues, abrindo novas fronteiras musicais para o gênero, que dava sinais claros de esgotamento, todos os artistas que tinham carreiras estabelecidas perceberam que tinham apenas duas saídas pela frente: dançar conforme a música para sobreviver no mercado, ou então migrar para a cena do folk-blues acústico. Então, em meados dos anos 60, quando os brancos descobriram o blues e o incorporaram a novos formatos musicais bem sucedidos comercialmente, muitos artistas negros entraram mais uma vez em xeque, e desistiram de tentar se adequar aos novos tempos, preferindo deixar de gravar discos e concentrando suas atividades na Europa, onde havia um interesse grande pelos formatos mais clássicos do blues. E assim, entre revoluções e contra-revoluções musicais, o blues foi sobrevivendo, sempre aos trancos e barrancos. Os três discos que vamos comentar hoje são ...

SEX, SONGS AND THE STONES - AN INTERVIEW WITH MARSHALL CHESS

por Jon Wilde publicado originalmente no SABOTAGE TIMES January 22, 2012 Marshall Chess, the son of Chess Records co-founder Leonard Chess, spent his childhood hanging out with legends like Muddy Waters and experienced the heyday of the blues at close quarters. Through the Fifties and Sixties he befriended and worked with a pantheon of blues and soul innovators including Howlin’ Wolf, Little Walter, Sonny Boy Williamson, John Lee Hooker, Etta James and Fontella Bass. With the advent of rock’n’roll, he worked alongside Bo Diddley and Chuck Berry, eventually becoming the latter’s road manager. Following the death of his father and the sale of Chess Records in the late Sixties, Marshall became president of Rolling Stones Records. A permanent fixture of the band’s exclusive inner circle he partied hard while overseeing seminal albums like Sticky Fingers and Exile On Main Street during The Stones’ most fervently creative period. In the early 1980s he worked at Sugar Hill Re...